A última semana do setor de energias renováveis começou a ter notícias relevantes na terça-feira, dia 27, com o anúncio de que o governo irá incentivar empresas a produzir componentes para veículos elétricos. A afirmação veio do ministro de Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende. Segundo Rezende, muitos países têm investido em carros elétricos e híbridos, diferentemente da solução nacional, baseada na dupla gasolina e etanol como combustíveis, o que é pouco comum no exterior.
"Hoje, o etanol nos dá vantagem competitiva. Mas o motor a explosão é muito ineficiente”, disse o ministro, explicando o foco do Brasil, no que diz respeito a veículos mais limpos se resume aos carros flex. Apesar de revelar que o incentivo virá por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em um conjunto de subvenções que somam R$ 500 milhões, o ministro não deu maiores detalhes, alegando que o presidente Lula falaria sobre o assunto.
Assim, no dia seguinte, ao assinar a Medida Provisória que libera verba para projetos de inovação tecnológica nas áreas de energia, nanotecnologia, saúde, defesa e desenvolvimento social, Lula ressaltou o repasse de incentivos para a questão do carro elétrico, mas lembrou que não se deve deixar de lado o desenvolvimento de carros movidos a biocombustível. O presidente afirmou na cerimônia que acredita poder deixar um legado importante para o próximo governo ao apostar em tecnologias que estão sendo bem utilizadas per grandes montadoras mundiais.
Ainda na terça-feira, dia 27, foi divulgado na mídia que a Eletrobras pretende comprar até 5% de participação em usinas hidrelétricas, eólicas ou em empresas de transmissão de energia já instaladas nos Estados Unidos. Na quarta-feira, dia 28, duas empresas anunciaram planos para ampliar a produção de metilato de sódio usado na produção de biodiesel. Trata-se da Dupont e da JBS, que instalariam sua primeira planta de grande porte no Brasil.
Relatório da ONU
Fechando a semana, foi veiculado na imprensa o resultado de dois relatórios da Organização das Nações Unidas (ONU) dando conta de que o Brasil, juntamente com os Estados Unidos, foi responsável por 88% da produção mundial de etanol. O Brasil ainda mereceu destaque pela atuação no campo dos biocombustíveis. O mesmo documento afirma que as energias renováveis representaram 50% da nova capacidade elétrica dos EUA, enquanto na Europa, esse número chegou a 60%, em 2009.
Por Matheus Franco
matheus.f@nicomexnoticias.com.br
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