O início da última semana contou com a divulgação de que a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 148 milhões na quarta semana de julho, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). Na semana, com cinco dias úteis, as exportações somaram US$ 4 bilhões e as importações, US$ 3,852 bilhões, acumulando um superávit na balança. Enquanto as exportações somaram no período, cerca de US$ 13 bilhões, as importações totalizaram no mês o montante em torno de US$ 12 bilhões.
Na quarta-feira, dia 28, o ministro dos Portos, Pedro Brito, esteve no Rio de Janeiro, para assinar a ordem para o início da dragagem do Porto de Itaguaí. O investimento, de R$ 79,89 milhões, aumentará de 14 para 17,5 metros a profundidade do porto, que poderá receber navios de grande porte e deve ter alta de 50% na capacidade de operação. “Isso irá diminuir o tempo de atracação e ampliar a capacidade de escoamento dos operadores privados do porto” – conforme divulgado em nota pela assessoria da Companhia Docas. A Dragabras toca a obra, a partir de agosto, e deve levar dez meses.
No dia seguinte, a notícia que foi destaque no principais jornais do país, tem a ver com a decisão da Câmara de Comércio Exterior (Camex), que para tentar contornar o desabastecimento no mercado nacional, reduziu de 12% para 2% a alíquota de importação de dois tipos de chapas de aço utilizadas para a produção de bens de capital específicos para a indústria petrolífera. A medida tem validade de seis meses. Segundo nota divulgada pela Camex, o desabastecimento é temporário. O documento afirma que, apesar de haver condições para a fabricação desses tipos de chapas no Brasil, no momento, não há produção no País de material com a resistência e a composição química necessária para a função. Uma norma complementar ainda poderá ser emitida pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) para estabelecer cotas para a quantidade importada do produto.
Comércio bilateral Brasil e Turquia
De olho no aumento das relações bilaterais do país, na última sexta-feira, dia 30, o Roberto Giannetti, diretor-titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) afirmou que o Brasil pode multiplicar comércio exterior com a Turquia. O fluxo de acordos entre os dois países, que ficou em US$ 1,153 bilhão em 2008, caiu para US$ 1 bilhão no ano passado, como reflexo da crise financeira, apontou o economista durante apresentação em evento realizado pela entidade para marcar a visita ao Brasil do primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan.
“O Brasil apresenta oportunidades de negócios nos mais variados campos”, disse Giannetti, após citar a uma platéia de empresários turcos a diversificação na pauta das exportações brasileiras. Durante o evento, ele destacou a posição privilegiada do Brasil para atender à demanda mundial por alimentos, que deverá saltar para 4 bilhões de toneladas até 2025, na esteira do crescimento da população do mundo e maior consumo de proteínas, sobretudo em países emergentes. “Se algum país tem potencial de garantir a segurança alimentar no mundo, esse país é o Brasil”, destacou.
Por Beatriz Silva
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