NOTÍCIAS
 Plantão

 Editorial

 Frases da Semana

 Petróleo

 Pré-sal

 Gás Natural

 Petroquímica

 Indústria Naval

 Economia

 Energia Alternativa

 Comércio Exterior

 SMS

   COLUNAS
 Você Sabia

 5x Petróleo

 Legislação

 Oportunidades

 Espaço do leitor

 Biblioteca NN

 NN Esportes

 Ciência & Tecnologia

 Especial Cursos

 Rio Oil & Gas 2010

   ESPECIAIS
 Agenda

 Eventos e Feiras

 Conversor de Moedas

 Fuso Horário

 Previsão do Tempo

 Twitter

 Nicomex Logística Intl.

 Links úteis

 Passatempo







 
 
Petroquímica

REFINARIAS DO CEARÁ E MARANHÃO ENFRENTAM DESCONFIANÇA DO SETOR 02/08/10

Um dos temas mais controversos relacionados aos investimentos da Petrobras atualmente é a decisão de aplicar recursos em dois projetos bilionários no nordeste. Baseado nessa estratégia, Ceará e Maranhão irão receber duas refinarias premium, com o intuito de agregar mais valor ao petróleo nacional. Entretanto, a assinatura do contrato de terraplanagem da unidade no Maranhão, no dia 14 de julho, reacendeu as dúvidas quanto ao processo de instalação das refinarias.

A questão que cerca esses investimentos é o motivo pelo qual a Petrobras tem focado tanto na região nordeste. Aliado a isso, há suspeitas no mercado de que o direcionamento desse projeto pode estar ligado a questões políticas. A escolha do Ceará teria relação com a proximidade do PT com o PMDB local. Já o Maranhão estaria representado pelo ex-ministro de Minas e Energia do governo Lula, Edison Lobão. Procurada pelo Nicomex Notícias para comentar essa situação, a Petrobras, por meio de sua assessoria explicou que vigora na empresa um período de silêncio em função do processo de capitalização.

À época da assinatura do Protocolo de Entendimentos para a refinaria Premium do Ceará, a Petrobras justificava sua ida para o nordeste como uma forma de reduzir custos logísticos, seja na importação de derivados, seja no transporte de outras refinarias da estatal para a região. Além disso, alegava que a maior parte das importações de derivados se destina atualmente, ao nordeste e a instalação de novas unidades seria uma oportunidade de conquistar novos mercados no exterior através da exportação de produtos de alto valor agregado e qualidade.

Em documento datado do mesmo dia da assinatura do protocolo, 28 de agosto de 2008, a Petrobras explica que foi motivada pela boa infra-estrutura portuária da região, logística de acesso ao mercado externo, boa atratividade econômica, além do compromisso dos estados do Ceará e Maranhão em fornecer suporte de energia e água, disponibilizando terreno desembaraçado e desimpedido para a realização das obras.

Declarações contrárias

“É uma refinaria de alto nível tecnológico que irá produzir diesel de altíssima qualidade voltado, principalmente, para o mercado internacional”, destacou o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, em 2008, sobre a obra no Ceará. Mais de um ano depois, na assinatura do termo de compromisso para a Premium no Maranhão, Gabrielli enfatizou: “Será uma obra estruturante e importante para elevar o Maranhão a um novo status de estado economicamente forte e ativo no cenário nacional e mundial”.

Agora, as desconfianças expressas, por exemplo, na declaração do consultor Luiz Henrique Sanches, ex-diretor comercial da refinaria de Manguinhos, ao jornal O Estado de São Paulo, ficam sem resposta oficial. “Tecnicamente, é bastante justificável que o Brasil invista em refinarias, mas por que em tantas e por que justamente naquela região? Isso é uma decisão política que pode ser questionada”, diz o consultor.

Nicomex Notícias – Redação
nicomex@nicomex.com.br

Leia Mais
Petroquímica: Refinarias do Norte e Nordeste em plena expansão


  Voltar     Enviar para um amigo     Imprimir   Dê sua opinião

 

   Comentários                           Total de comentários sobre a matéria (0)