As atividades petrolíferas em terra no país, não caminham ao mesmo passo que a exploração do pré-sal. A produção nos campos terrestres vem caindo há cinco anos seguidos. O desânimo é evidente entre as petroleiras independentes, criadas após o fim do monopólio estatal. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), os campos terrestres produziram uma média de 178,4 mil barris de petróleo por dia entre janeiro e julho de 2009.
No Rio Grande do Norte, por exemplo, a produção de petróleo no Estado só faz decair ano após ano. Em nove anos, o volume produzido caiu quase 10 milhões de barris (bdp). No ano 2000, o Estado produziu 32,8 milhões de barris, enquanto que no ano passado a produção foi pouco superior a 23,1 milhões de barris. Segundo a Petrobras, a queda na produção de petróleo na bacia potiguar se deve ao fato da maioria dos campos terrestres do Estado já estar em produção há 30 anos, sendo considerados campos maduros para indústria do petróleo.
De acordo com a petrolífera, a queda na produção nos percentuais atuais já deveria ser esperado. A Petrobras garantiu que está adotando medidas para recuperar a produção, investindo, em 2009, R$ 1,4 bilhão na área de exploração e produção de petróleo. A Companhia está concluindo o projeto de injeção de vapor do Alto do Rodrigues, onde foram investidos cerca de 200 milhões de dólares.
Petrobras mantém investimentos
Segundo a empresa, com os investimentos que estão sendo feitos a tendência é que a produção se mantenha estável em 2010, e a partir de 2011 a produção volte a crescer. Entre 2014 e 2015, a Petrobras pretende retomar a produção de 100 mil barris diários de petróleo, número alcançado no auge da produção.
A Petrobras afirmou que, apesar do declínio da produção, as atividades não foram reduzidas, e os investimentos foram mantidos. A Companhia destacou que atualmente contribui com cerca de 10% do Produto Interno Bruto de todo o Rio Grande do Norte e que este percentual cresce para 50% quando se trata dos municípios produtores.
Por Bruno Hennington
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