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Petróleo

PETROBRAS E OGX SE DESTACAM 08/02/10 – Retrospectiva

A semana do setor de petróleo foi marcada por notícias envolvendo cifras e a representatividade da Petrobras para o Brasil. Como se não bastasse, a organização foi relacionada entre as 100 empresas mais sustentáveis do ranking realizado pela revista Corporate Knights. Por outro lado, a OGX, teve destaque após divulgar estimativas ambiciosas sobre sua atuação na Bacia de Campos. Fora do país, as atenções se voltaram para a Venezuela, que pode se tornar o maior produtor de petróleo do mundo, e Argentina e Grã-Bretanha, que iniciaram um conflito diplomático quanto à exploração de petróleo e gás, pelos ingleses, na região das Ilhas Malvinas.


Na última segunda-feira, dia 01, foi divulgado o saldo da balança comercial da Petrobras em 2009, e segundo o relatório, a companhia obteve um superávit financeiro de US$ 2,9 bilhões e volumétrico de 156 mil barris diários. No mesmo dia, o poderio da empresa tornou a ficar em evidência com o dado de que as suas movimentações econômicas já representam 10% do Produto Interno Bruto (PIB). A estatal também foi apontada, sem confirmação oficial, como interessada em ocupar o espaço deixado pela norte-americana Devon, que deixou de atuar no Brasil, para se dedicar apenas aos Estados Unidos e Canadá. As outras empresas especuladas foram a Vale e a OGX.


“Se confirmado relatório americano, Venezuela será maior produtor de petróleo do mundo”


No dia seguinte, A OGX, companhia do empresário Eike Batista, por sua vez, anunciou a estimativa do volume total de óleo recuperável do OGX-4, localizado no bloco BM-C-42, em águas rasas da parte sul da Bacia de Campos: 100 a 200 milhões de barris. A empresa do grupo EBX também tornou pública a descoberta de uma coluna de hidrocarbonetos de 46 metros no poço OGX-5. Na mesma terça-feira, foi divulgado um relatório do departamento de geologia do governo americano que acenava com a possibilidade da Venezuela assumir o posto de detentor da maior reserva de petróleo do mundo, com um total que poderia chegar a 513 bilhões de barris.


Na última quinta-feira, dia 04, enquanto a Exxon-Móbil, maior petroleira dos Estados Unidos, anunciava queda de 23% no seu lucro do quarto trimestre de 2009, por conta de uma queda na demanda mundial de combustíveis, tinha início um conflito diplomático entre Argentina e Grã-Bretanha. O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Jorge Taiana, cobrou explicações dos ingleses sobre a decisão de autorizar a busca por petróleo nas Ilhas Malvinas, território que foi alvo de disputa em uma guerra entre os dois países na década de 80.


A resposta dos ingleses não demorou mais que um dia. Na sexta-feira, o governo britânico rejeitou o protesto da Argentina e demonstrou preocupação com uma possível “escalada de tensões” entre os dois países, como a que provocou a Guerra das Malvinas (em 1982, vencida pelos britânicos). No Brasil, A Petrobras fechou a semana com uma citação na lista das 100 empresas mais sustentáveis do ranking da revista canadense Corporate Knights. A primeira colocada foi a General Eletric (EUA).

Por Matheus Franco
Matheus.f@nicomexnoticias.com.br


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