Quase terminando a última semana, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) sinalizou que está próximo de aumentar a taxa básica de juros (Selic) e iniciar um ciclo de aperto monetário. O recado consta na ata da última reunião do Comitê, realizada há dez dias e na qual se decidiu, por unanimidade, manter a Selic em 8,75% ao ano. No documento divulgado semana passada, o tom é diferente do adotado nas atas anteriores.
Essa mudança indica que os diretores e agentes do BC estão observando os indicadores da inflação que mostrou elevação para esse e o próximo ano. Apesar desse aumento, a ata ressalva que a confiança de consumidores e empresários exibe sinais consistentes de recuperação, mas que o ritmo de atividade econômica dependerá de uma série de fatores a serem analisados nos próximos meses entre eles, os efeitos das medidas de estímulo fiscal e dos incrementos das transferências governamentais (Bolsa Família e outros), que ocorrerão nos próximos meses.
Por fim o documento sinaliza que o aumento pode acontecer já na próxima reunião marcada pro dia 17 de março, dizendo: “Na eventualidade de se verificar deterioração do perfil de riscos que implique alteração do cenário prospectivo traçado para a inflação (...), a estratégia de política monetária será prontamente adequada ás circunstâncias”.
Recordes de consumo de energia
Na última semana, durante quatro dias, picos de consumo movimentaram o Sistema Interligado Nacional (SIN) que chegou a registrar o recorde de 70.654 megawatts (MW) sendo consumidos. A explicação está na aceleração da produção industrial, retomada após a crise e o calor intenso, principalmente no Sudeste. Segundo o diretor geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, os dias de verão estão provocando dois momentos de consumo intenso, um à tarde, com a alta da produção da indústria e uso de aparelhos de ar-condicionado em empresas, e outro à noite,quando entra o consumo residencial.
Chipp ainda afirmou que há sobra de energia no país até 2014, já que um grande número tem sido despachado pelas térmicas como forma de compensação aos reparos de Itaipu que opera com redução da capacidade do sistema de transmissão. Porém a geração termoelétrica de 2.472 megawatts tem um custo mínimo de R$ 5 milhões por semana, e ainda não se pode prever o quanto e quando esse valor será repassado ao consumidor.Em 2008 muita energia foi gerada a óleo e gás e a conta foi paga em 2009,foram gastos R$ 2 bilhões e a tarifa subiu. Em 2010, é possível até mesmo que haja redução na tarifa porque, com a crise o consumo de energia caiu e mesmo com reservatórios cheios as termoelétricas serão acionadas para evitar apagão.
Por Carla Viveiros
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