A petroquímica Braskem anunciou na última semana, a compra da Sunoco Chemicals por US$ 350 milhões, operação com a qual espera ficar entre as cinco maiores empresas do mundo neste setor. A Braskem comprou 100% das ações com direito a voto da americana Sunoco, que produz 950 mil toneladas de polipropileno, 13% da capacidade do mercado dos Estados Unidos. O anúncio da nova aquisição foi feita dias após a confirmação da fusão entre Braskem e a Quattor, que ocorreu no final de janeiro.
Segundo o presidente da Braskem, Bernardo Gradin, as três instalações da Sunoco localizadas nos estados americanos da Pensilvânia, Virgínia Ocidental e Texas, têm uma posição geográfica "privilegiada", próxima a clientes e fornecedores. Ao ingressar no mercado americano, a Braskem passa a ter acesso a novos clientes e matérias-primas, assim como dá um recado aos concorrentes de que está atenta a ativos de empresas instaladas nos EUA.
O interesse em ativos nos EUA foi revelado no primeiro semestre do ano passado e está concentrado em fábricas de polietileno e polipropileno, integradas ou não a centrais petroquímicas. E, segundo o executivo, a Braskem mantém conversações com até seis empresas. A prioridade, segundo ele, será buscar ativos interessantes, que permitam à companhia ampliar a presença naquele mercado sem comprometer a rigidez financeira.
Gradin destacou que a redução dos preços dos ativos nos EUA foi um grande estímulo à operação. Segundo estimativas da Braskem, a construção de três fábricas semelhantes às unidades da Sunoco demandariam investimento de US$ 800 milhões. Caso as unidades da Sunoco fossem novas, o investimento seria de US$ 1 bilhão a US$ 1,1 bilhão.
Meta até 2020
Com a retomada da atividade econômica americana, a demanda local por resinas deve se acentuar e os projetos da Braskem na Venezuela e no México, sustentados por fontes de matéria-prima competitivas (gás natural), são opções atrativas para abastecer a região. Especialistas afirmam que com o mercado interno crescendo, a tendência é de que a Braskem reduza as exportações a partir do Brasil e amplie as vendas desses países. Neste momento, o cronograma desses projetos aponta para o início de operações entre 2013 e 2015. A meta da Braskem é ser a quinta maior empresa petroquímica do mundo até 2020.
Nicomex Notícias – Redação
nicomex@nicomex.com.br