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Indústria Naval

GIGANTE COREANA INVESTE NO SETOR NAVAL NACIONAL

08/02/10 – Retrospectiva

A última semana foi marcada pelo anúncio da OSX, empresa de construção naval do grupo empresarial de Eike Batista, que vendeu 10% da sua divisão de estaleiros para a gigante coreana Hyundai Heavy Industries (HHI). A operação, que ainda não tem um valor definido, marca a estreia do maior grupo internacional de construção naval no mercado brasileiro, que vem atraindo a atenção de grupos estrangeiros por causa dos elevados investimentos da Petrobras.

Segundo comunicado distribuído à imprensa, a Hyundai "adquirirá ações ordinárias do capital social votante e total da OSX Estaleiros". Os 90% restantes pertencem à OSX Brasil, empresa do grupo que já entrou com pedido de abertura de capital na Bolsa de Valores de São Paulo. A companhia tem outras duas subsidiárias, além do estaleiro: OSX Serviços, que vai operar plataformas para petroleiras, e OSX Gbmh, com sede na Áustria, responsável pelo leasing de embarcações. Vale destacar que a Hyundai é hoje o maior grupo mundial de construção naval, com uma fatia de 10% do mercado. A empresa tem negócios ainda em ramos tão díspares como energia eólica, transporte de água, hotelaria e automobilístico.

Outra notícia que mereceu atenção do mercado naval foi de que a Floatec Singapore, associação entre a Keppel Fels e a J.Ray McDermott, anunciou a assinatura de contrato com as duas empresas para a construção da plataforma P-61, que será utilizada no campo chamado de Papa-Terra. Orçada em US$ 1 bilhão, a P-61 será também a primeira plataforma a operar no Brasil utilizando a tecnologia Tension Leg Wellhead Plataform (TLWP), bastante comum no Golfo do México e no Mar do Norte. A diferença entre esta tecnologia e a Floating, Production, Storage Offloading (FPSO), a mais utilizada pela Peterobras, é que permite que os equipamentos de produção sejam instalados na própria plataforma, e não no fundo do mar. A principal vantagem do modelo é o custo menor, enquanto a desvantagem é a necessidade de a plataforma estar bem mais próxima dos poços do que no sistema FPSO.

Setor siderúrgico também foi destaque

Na quarta-feira, dia
03, a Usiminas Mecânica anunciou que obteve as licenças Prévia e de Instalação para o projeto da fábrica de módulos, para plataformas offshore em Cubatão (SP). Esta é a principal fábrica de um conjunto de três unidades que farão parte do novo complexo industrial que será instalado em uma área anexa à Usiminas. O projeto, orçado em US$ 200 milhões, foi divulgado no ano passado e será voltado para o atendimento do setor de óleo e gás.

E fechando a semana, na sexta-feira, dia 05, destaque para a projeção do Instituto Aço Brasil (IABr) que prevê investimentos de US$ 39,8 bilhões até 2016 para a siderurgia nacional, setor de extrema importância para o mercado naval. Com isso, a capacidade instalada da siderurgia no país vai aumentar de 42 milhões de toneladas para 77 milhões de toneladas de aço bruto. Em nota, o instituto disse ver perspectivas positivas para a área nos próximos anos. Um dos motivos para o otimismo, segundo o IABr, é a projeção de uma demanda adicional de até oito milhões de toneladas até 2016 pelos investimentos no setor de petróleo e gás, no programa Minha Casa, Minha Vida e das ações de preparo para a Copa do Mundo de 2014 e Olimpíada de 2016.

Por Beatriz Silva
beatriz.s@nicomexnoticias.com.br


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